terça-feira, 21 de dezembro de 2010


Às comunidades de Nova Esperança do Sul e Jaguari e aos caros amigos da Comarca de Jaguari, desejamos...

Que o espírito natalino traga aos nossos corações a fé inabalável dos que acreditam em um novo tempo de PAZ;

Que a paz possa iluminar a consciência humana para que, enfim, vislumbremos que o AMOR é o único e verdadeiro caminho para o amanhã que sonhamos;

Que o amor que esteia a fraternidade universal, decreto divino que descende do Pai Celestial, em seu infinito poder, conduza a humanidade à almejada JUSTIÇA.

E Que, para além dos dias que marcam a festa natalina, onde celebramos o Cristo Vivo entre nós, possamos sempre ter em nossos corações e mentes, os princípios cristãos de PAZ, AMOR e JUSTIÇA.

São os sinceros votos dos amigos da Vara Judicial da Comarca de Jaguari.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Juiz de Jaguari recebe homenagem do Lions Clube local

Em almoço festivo, ocorrido no dia 12 de dezembro de 2010, na sede do Caça e Pesca de Jaguari, o Magistrado titular da Comarca de Jaguari, Dr. Gildo Meneghello Jr., recebeu o diploma de AMIGO DO LIONS em reconhecimento pelos trabalhos prestados ao Lions Clube local e à participação do Poder Judiciário nos programas desenvolvidos pelo referida entidade, especialmente no âmbito do Projeto S. E. R. que vem sendo desenvolvido pelos abnegados membros do clube de serviço em benefício da população carente de Jaguari, projeto sem precendentes no Município de Jaguari e que vem mobilizando os moradores de um dos mais populosos bairros locais, oferecendo serviços educacionais e de orientação a aproximadamente 150 crianças e adolescentes.




sábado, 11 de dezembro de 2010

JUSTIÇA AUMENTA PRODUTIVIDADE ANUAL EM 17% EM RELAÇÃO AO ANO PASSADO

JUÍZES GAÚCHOS JULGARAM MAIS PROCESSOS DO QUE A DEMANDA ANUAL

O número de processos julgados pelo 1º Grau da Justiça Estadual do Rio Grande do Sul, de janeiro a outubro deste ano, superou a quantidade de processos distribuídos aos Juízes gaúchos. Ao todo, foram distribuídos 1.242.073 processos, enquanto o número de julgados foi de 1.395.527. Em comparação com o mesmo período de 2009, houve incremento de 17%. 

Os números de 2010 representam uma vazão processual de 112,35%, desempenho que coloca o TJRS em primeiro lugar entre os cinco maiores Tribunais de Justiça do País no ranking do Conselho Nacional de Justiça no que se refere à Meta 1 do CNJ.

Na classificação geral do CNJ, a Justiça Estadual gaúcha ficou em 3º lugar, atrás dos Tribunais da Paraíba e do Sergipe. A Meta 1 consiste em julgar este ano quantidade igual à de processos de conhecimento distribuídos este ano mais uma parcela do estoque acumulado com acompanhamento mensal. Projetada para o futuro, essa performance aponta para uma redução de 1,3 milhão de processos ativos até o ano de 2014. 

Devemos esse resultado principalmente ao empenho dos servidores no cumprimento das metas do CNJ, empenho na atualização dos dados do Sistema Themis, ao melhor gerenciamento das unidades cartorárias e ao investimento que a atual Administração do Tribunal vem fazendo em capacitação e motivação de seu pessoal, além do uso de ferramentas gerenciais importantes, como o GMS-Jud, avalia a Juíza-Corregedora Eliane Garcia Nogueira, gestora das Metas do CNJ no TJRS.

Segundo a magistrada, a Justiça Estadual gaúcha está operando no limite de sua capacidade no que se refere a recursos humanos. Creio que, para o futuro, se há algum espaço para melhoria ou manutenção desses resultados, é no gerenciamento e na capacidade de investimento em Tecnologia da Informação, observa a Juíza-Corregedora. Mas do ponto de vista de recursos humanos, estamos dando o máximo e nos diferenciando do resto do Brasil pela capacidade dos servidores e dos magistrados.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pausa para o cafezinho


Nessa pausa para o cafezinho, com a vênia do irmãos colorados, não pudemos deixar de exaltar mais duas conquistas do Imortal Tricolor:

1º do ranking brasileiro, reconhecido pela CBF

Vaga garantida na Copa Libertadores da América 2011

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Divulgada produtividade referente ao mês de novembro de 2010



Divulgação dos índices de produtividade – geral e do mês de novembro de 2010

Produtividade – mês de novembro de 2010
* Sem registro dos dados da Vara de Execuções Criminais
** No período, o juiz titular atuou por 15 dias,seguindo-se período de férias pelo restante do mês.

Ingresso de novos processos: 258
Processos extintos: 472
Audiências realizadas:52
Acordos em audiências: 05
Sentenças proferidas (apenas mérito): 14
Movimentações pelo Cartório: 9.981


Produtividade acumulada (dez/2007 a nov/2010)

Audiências realizadas: 3.056
Pessoas ouvidas: 1.963
Sentenças em audiência: 350
Acordos em audiência:153
Sentenças de mérito: 1.444
Demais decisões extintivas: 5.663

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

JUIZ DE JAGUARI SUBSTITUIRÁ NA COMARCA DE SÃO VICENTE DO SUL

Face às férias da Dra. Ana Paula Nichel Santos, o Juiz da Comarca de Jaguari substituirá na Comarca de São Vicente do Sul durante o mês de dezembro de 2010.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

TEXTO DA SEMANA

A REVOLUÇÃO DA BREVIDADE Por Luís Roberto Barroso

Toda área do conhecimento humano tem a sua beleza, as suas circunstâncias e as suas dificuldades. O mundo jurídico, tradicionalmente, debate-se com duas vicissitudes: (a) a linguagem empolada e inacessível; e (b) os oradores ou escribas prolixos, que consomem sem dó o tempo alheio. Verdade seja dita, no entanto, o primeiro problema vem sendo superado bravamente: as novas gerações já não falam nem escrevem com a obscuridade de antigamente.

De fato, em outra época, falar difícil era tido como expressão de sabedoria. Chamar autorização do cônjuge de “outorga uxória” ou recurso extraordinário de “irresignação derradeira” era sinal de elevada erudição. Hoje em dia, quem se expressa assim é uma reminiscência jurássica. Nos dias atuais, a virtude está na capacidade de se comunicar com clareza e simplicidade, conquistando o maior número possível de interlocutores. A linguagem não deve ser um instrumento autoritário de poder, que afaste do debate quem não tenha a chave de acesso a um vocabulário desnecessariamente difícil.

Essa visão mais aberta e democrática do Direito ampliou, significativamente, a interlocução entre juristas e tribunais, de um lado, e a sociedade e os meios de comunicação, de outro. Não se passam dois dias sem que a notícia de algum julgado importante esteja nas primeiras páginas dos jornais. Pois agora que finalmente conseguimos nos comunicar com o mundo, depois de séculos falando para nós mesmos, está na hora de fazermos outra revolução: a da brevidade, da concisão, da objetividade. Precisamos deixar de escrever e de falar além da conta. Temos de ser menos chatos.

Conta-se que George Washington fez o menor discurso de posse na presidência dos Estados Unidos, com 133 palavras. William Harrison fez o maior, com 8.433, num dia frio e tempestuoso em Washington. Harrison morreu um mês depois, de uma gripe severíssima que contraiu naquela noite. Se não foi uma maldição, serve ao menos como advertência aos expositores que se alongam demais. Tenho duas sugestões na matéria.

A primeira importa em cortar na própria carne. Petições de advogados devem ter um limite máximo de páginas. Pelo menos as ideias centrais e o pedido têm que caber em algo assim como vinte laudas. Se houver mais a ser dito, deve ir junto como anexo e não no corpo principal da peça. Aliás, postulação que não possa ser formulada nesse número de páginas dificilmente será portadora de bom direito. Einstein gastou uma página para expor a teoria da relatividade. É a qualidade do argumento e não o volume de palavras que faz a diferença.

A segunda sugestão corta em carne alheia. A leitura de votos extremamente longos, ainda quando possa trazer grande proveito intelectual para quem os ouve, torna os tribunais disfuncionais. Com o respeito e o apreço devidos e merecidos – e a declaração é sincera, e não retórica – isso é especialmente verdadeiro em relação ao Supremo Tribunal Federal. Registro, para espantar qualquer intriga, que o Tribunal, sob a Constituição de 1988, vive um momento de virtuosa ascensão institucional, com sua composição marcada pela elevada qualificação técnica e pelo pluralismo. Todos os meus sentimentos, portanto, são bons, e o comentário tem natureza construtiva.

O fato é que, nas sessões plenárias, muitas vezes o dia de trabalho é inteiramente consumido com a leitura de um único voto. E a pauta se acumula. E o pior: como qualquer neurocientista poderá confirmar, depois de certo tempo de exposição, os interlocutores perdem a capacidade de concentração e a leitura acaba sendo para si próprio. Não há problema em que a versão escrita do voto seja analítica. A complexidade das questões decididas pode exigir tal aprofundamento. Mas a leitura em sessão deveria resumir-se a vinte ou trinta minutos, com uma síntese dos principais argumentos. Ou, em linguagem futebolística, um compacto com os melhores momentos.

“ É A QUALIDADE DO ARGUMENTO E NÃO O VOLUME DE PALAVRAS  QUE FAZ A DIFERENÇA” A revolução da brevidade tornará o mundo jurídico mais interessante e a vida de todos nós muito melhor. Quem sabe um dia não chegaremos à capacidade de síntese do aluno a quem a professora determinou que escrevesse uma redação sobre “religião, sexo e nobreza”, mas que fosse breve. Seguindo a orientação, o jovem produziu o seguinte primor de concisão: “Ai meu Deus, como é bom, disse a princesa ainda ofegante”.

Luís Roberto Barroso
é advogado, doutor em Direito pela Universidade
do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), professor,
conferencista e autor de várias obras em direito constitucional